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Entrevista com Alex Pedron: F45 se associa à ACAD antes de inaugurar 1ª unidade no Brasil

 

Praticante regular de atividade física, o empresário brasileiro Alex Pedron, que vive em Orlando, nos Estados Unidos, estava cansado de passar horas em uma academia e ainda assim não alcançar o resultado esperado. Ele continuava a frequentar uma academia por pura necessidade e não por gostar da experiência. “Sofri uma lesão no joelho e não podia ficar sem treinar”. Há cerca de cinco anos, tudo mudou: Pedron experimentou a F45 como cliente, se apaixonou pela proposta, lutou muito para convencer os gringos detentores da marca de que o mercado brasileiro é uma super oportunidade e hoje está prestes a inaugurar a primeira unidade da rede australiana no Brasil, que antes mesmo de entrar em operação já se associou à ACAD Brasil.

 

Confira a entrevista realizada pela equipe de Comunicação da Associação especialmente para esta edição do Informativo.

 

Como você conheceu a marca F45?

 

Há uns cinco anos, eu fiquei curioso com uma oferta da F45, num post do Instagram, de uma aula gratuita e, mesmo desconfiado, porque não estava mais gostando de treinar em academias, aceitei o desafio. Eu não tinha mais motivação para ir à academia, mas desde o momento em que fiz a reserva da aula, no horário que escolhi, eu senti a diferença. Depois, entrei naquele estúdio e encontrei aquele pequeno grupo de pessoas, conversando, interagindo, num clima de comunidade mesmo. Ali, eu já entendi que a experiência seria muito diferente. Saí de lá pensando “eles cuidam das pessoas” e senti na pele que quando se entra numa F45, você não sai de lá a mesma pessoa. Hoje, eu sei que a F45 não é apenas um estúdio fitness, mas é uma proposta que transforma a vida das pessoas. A minha vida foi transformada de muitas formas.

 

Como é a proposta da F45, na prática, dentro do estúdio?

 

A F45 Training desenvolveu um modelo de estúdio baseado em treinos funcionais guiados, que combinam HIIT, força, resistência e cárdio em sessões de aproximadamente 45 minutos, que variam diariamente, com mais de 5 mil exercícios e mais de 100 programas diferentes, fazendo com que as aulas sejam sempre novas. São dois treinadores por turma, que acompanham individualmente cada um dos alunos que estão no treino, então tem um atendimento personalizado, ainda que todos realizem os mesmos exercícios físicos. O espaço é preparado dentro da proposta de cerca de 20 estações diferenciadas e o treino começa com o aquecimento e é nesse momento que cada um recebe um número que corresponde a estação inicial e que, automaticamente, o coloca em um grupo durante o treino. Ali já começa o senso de comunidade e de competição. As pessoas acabam indo para academia muito em função da atmosfera criada pelo espaço e pela proposta de treino.

 

Como você saiu de uma aula experimental para o presidente da operação da F45 no Brasil, sem ser do mercado fitness?

 

Posso dizer que fui movido pela paixão. Me apaixonei verdadeiramente como aluno e só depois decidi saber mais sobre a marca. No início, não foi fácil conhecer os fundadores da empresa que o mercado brasileiro seria um bom negócio. Todos os equipamentos são customizados e importados, o que num primeiro momento parecia inviabilizar a entrada no Brasil. Sou empresário e atuo há mais de três décadas em comércio exterior, com essa experiência e muito, muito trabalho fechei parcerias estratégicas, consegui eliminar intermediários e deixar o investimento competitivo para o franqueado: o investimento inicial da franquia custa a partir de R$ 298.000. A partir da minha paixão e das condições que apresentei aos líderes, fui convidado a liderar a operação no Brasil.

 

Nos fale mais sobre a F45 e quais são os planos da marca para o mercado brasileiro?

 

A empresa foi fundada na Austrália, em 2011, por Adam Gilchrist e Rob Deutsch e hoje são mais de 3.200 unidades em 70 países, sendo a maior rede de estúdios fitness do mundo. A expansão da marca na América do Sul será feita pelo Brasil, com inauguração prevista para abril, a primeira unidade já está quase pronta e fica no Vogue Square. Além desta unidade âncora na Barra, já estão previstos mais 18 estúdios no estado do Rio de Janeiro até o fim de 2026. O plano nacional envolve investimento inicial estimado em R$ 30 milhões apenas na primeira fase da operação.

 

Por que vocês associaram a F45 à ACAD antes mesmo de abrir as portas da 1ª academia no Brasil?

 

A decisão de associar a F45 à ACAD antes mesmo do início da operação no Brasil está alinhada à nossa estratégia de entrada no mercado. Desde o primeiro momento, buscamos construir a marca com bases sólidas, conectados às principais entidades que representam e fortalecem o setor. A ACAD tem um papel relevante na organização e no desenvolvimento do mercado fitness no país, promovendo diálogo, boas práticas e representatividade institucional. Para nós, fazer parte dessa rede desde o início demonstra o compromisso da F45 com o ecossistema local, com os futuros franqueados e com o crescimento sustentável da operação. Além disso, acreditamos que estar próximos da Associação nos permite acompanhar de forma mais estratégica as discussões do setor, entender particularidades do mercado brasileiro e contribuir ativamente para a evolução da indústria, mesmo antes da abertura das primeiras unidades.

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