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Estudo comprova: pequenas mudanças no estilo de vida podem reduzir a mortalidade

“Mortes potencialmente evitadas por pequenas mudanças na atividade física e no tempo sedentário: uma metanálise de estudos de coorte prospectivos com participantes individuais”. Este é o nome de um estudo internacional realizado com mais de 135 mil adultos e publicado na revista científica “The Lancet” no último mês.

 

Pesquisadores analisaram dados de mais de 135 mil adultos na Noruega, Suécia, EUA e Reino Unido para entender como pequenas mudanças realistas nos hábitos diários podem impactar a mortalidade. O estudo demonstra os benefícios cumulativos de pequenas mudanças no estilo de vida, com evidências de que cinco minutos a mais de exercício e meia hora a menos sentado por dia podem ajudar milhões de pessoas a viver mais tempo: reduzindo as mortes em até 10%.

 

Para os menos ativos, adicionar apenas cinco minutos de atividade física moderada a vigorosa por dia poderia prevenir cerca de 6% das mortes e, quando aplicado a toda a população, esse número sobe para 10%. Passar 30 minutos a menos sentado por dia poderia prevenir cerca de 3% das mortes entre os menos ativos e 7% na população em geral.

 

“Estes resultados mostram que pequenos passos podem ter um grande impacto. Não é preciso correr maratonas – apenas alguns minutos extras de caminhada rápida por dia podem fazer a diferença”, afirmou Maria Hagströmer, coautora do estudo.

 

Ing-Mari Dohrn, também coautora, complementou: “nosso estudo se concentra em mudanças realistas. Para muitas pessoas, reduzir o tempo sentado ou adicionar breves períodos de atividade é mais viável do que promover grandes modificações no estilo de vida.”

 

Embora os pesquisadores enfatizem que essas mudanças não substituem o exercício físico regular, eles destacam como pequenos ajustes podem contribuir para uma melhor saúde em nível populacional e acreditam que o primeiro passo para sair do sedentarismo pode levar as pessoas a criar o hábito de se movimentar, chegando a uma prática mais intensa e regular de atividade física.

 

O estudo foi uma colaboração entre pesquisadores da Suécia (Instituto Karolinska, Universidade de Uppsala), Noruega (Escola Norueguesa de Ciências do Esporte, Instituto Norueguês de Saúde Pública, Universidade Ártica da Noruega e Hospital Universitário de Oslo), Espanha (Universidade de Vigo, Pontevedra), Austrália (Universidade de Sydney) e EUA (Centro Médico da Universidade de Columbia, Universidade Estadual de San Diego, Universidade do Alabama em Birmingham, Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan e Hospital da Mulher e Escola Médica de Harvard).

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