Informativo ACAD Brasil

Geração sentada: 6 em cada 10 adolescentes não se mexem o suficiente

No último sábado, dia 17 de outubro, a imprensa repercutiu os dados, divulgados em 2026, da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar – PeNSE 2024, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. A pesquisa traz um retrato abrangente sobre a saúde, o comportamento e o ambiente de adolescentes de 13 a 17 anos no Brasil, abordando aspectos como saúde mental e prática de atividade física.

 

Para a amostragem, o IBGE estimou 12.359.709 escolares nessa faixa etária no país (sendo 84,3% em escolas públicas) e entrevistou 118.099 estudantes de 4.167 escolas públicas e privadas.

 

Resultados da PeNSE 2024: relação entre inatividade física e saúde mental

 

  • 58,4% dos adolescentes de 13 a 17 anos são insuficientemente ativos
  • Apenas 30,6% atingem o nível adequado

Na rede pública:

  • 75,7% dos alunos têm quadra em condições de uso
  • 62,7% têm material suficiente para Educação Física

Na rede privada:

  • 92,3% dos alunos têm quadra em condições de uso
  • 96,8% têm material suficiente para Educação Física
  • Cerca de 30% disseram se sentir tristes, com índices mais críticos entre as meninas
  • Mais de 32% expressaram vontade de se machucar de propósito
  • 18,5% relataram sentir que a vida não vale a pena ser vivida
  • 42,9% disseram sentir-se irritados, nervosos ou mal-humorados com frequência

 

O IBGE lembra a recomendação de pelo menos 3 aulas de Educação Física de 50 minutos por semana.

 

Brasil Ativo pode contribuir para mudar este cenário

 

Um dos impactos imediatos que a prática da atividade física traz é a diminuição dos sintomas de ansiedade e depressão. Há diversos estudos publicados que relacionam inatividade com aumento de incidência destas duas condições da saúde mental.

 

A médio e longo prazos, sabe-se que o adolescente que se mexe hoje é o adulto ativo de amanhã. A escola é a porta de entrada para que os adolescentes adotem a prática da atividade física em suas rotinas, mas não pode ser a única: família, academia, praça e clube também contam. Neste sentido, o movimento Brasil Ativo é mais do que um aliado no combate ao sedentarismo é um motivador e uma nova porta de entrada para a adoção deste hábito saudável e de saúde preventiva.

 

Os dados mostram desigualdade entre escolas públicas e privadas na estrutura para Educação Física. Neste cenário, as academias têm um papel importante de democratizar o acesso destes alunos, criando facilidades como planos especiais e turmas para teens. O Brasil Ativo defende que o movimento chegue a todos, o que conversa com a meta futura de escolas ativas.

 

Você já faz parte do movimento Brasil Ativo?

Clique aqui e junte-se a milhares de pessoas que já estão se movimentando pelo combate ao sedentarismo:

SAIBA MAIS

ACAD Brasil