
Segundo dados do IBGE, o Brasil tem hoje cerca de 34 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que representa 16,1% da população total. Em 2012, apenas 11,3% da população tinha mais de 60 anos. A projeção para 2070 é que 37,8% dos brasileiros terão mais de 60 anos, totalizando cerca de 75,3 milhões de idosos.
Neste cenário, as academias podem ser fundamentais para garantir um envelhecimento mais saudável e, em termos de negócios, essa é uma oportunidade promissora para o mercado fitness. Mas, será que os gestores do setor estão preparados para atender esse público e oferecer programas com foco na longevidade saudável?
Anualmente o American College of Sports Medicine – ACSM divulga as tendências do fitness e há anos os programas de desenvolvimento da capacidade funcional de adultos com mais de 60 anos tem ocupados lugares de destaque no ranking destas pesquisas. De acordo com o Relatório de Saúde e Fitness do Consumidor dos EUA, realizado pela HFA, adultos com 65 anos ou mais frequentam academias e estúdios com mais frequência do que qualquer outra faixa etária. Segundo o mais recente relatório publicado, programas identificados como “funcionais”, de “baixa intensidade” ou voltados ao “envelhecimento ativo” costumam ter maior adesão daqueles classificados como “fitness sênior”.
O fato é que com o envelhecimento da população leva a um aumento da demanda por serviços de saúde e bem-estar voltados para idosos; gera um maior interesse em programas de atividade física adaptada para essa população, como pilates, musculação, treinamento funcional e hidroginástica. Assim, há uma grande oportunidade de mercado para programas especialmente voltados para os “longevos”.
O movimento indica uma demanda crescente, mas também destaca a necessidade de planejamento adequado, profissionais bem-preparados e estruturas acessíveis. A sua academia está preparada para aproveitar essa oportunidade?