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Segurança nas piscinas: ACAD disponibiliza Norma Técnica da ABNT para associados

A diretoria da ACAD Brasil lamenta profundamente a situação dolorosa ocorrida no último final de semana, que levou a óbito Juliana Bassetto e à internação de outras cinco pessoas. Em nome de todos que atuam no segmento de atividades aquáticas, a Associação deseja que os familiares encontrem conforto.

 

Desde então, a diretoria da ACAD Brasil promoveu conversas sobre o tema com alguns especialistas em atividades em piscinas, a fim de disponibilizar informações que possam contribuir para que possíveis riscos sejam minimizados. A principal dica é que sejam adotados procedimentos preventivos.

 

“Nossa missão essencial na ACAD é proteger e desenvolver as atividades e negócios de academias. Desta forma, nossa maior contribuição, neste momento, é informar sobre procedimentos necessários, já definidos e publicados por órgãos competentes, além de nos colocar mais uma vez à disposição do nosso associado, em caso de dúvidas. Lembrando que temos disponível para associados a norma técnica da ABNT”, disse Ailton Mendes, presidente da ACAD Brasil.

 

Norma Técnica NBR 10339 da ABNT cria parâmetros para operação com piscinas

 

Em 2018, a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT criou a norma NBR 10339 – Piscina Projeto, Execução e Manutenção, com o objetivo de estabelecer os requisitos e parâmetros para projetos, construções, instalações e segurança no uso e operação aplicáveis a todos os tipos de piscinas. Ter essa norma técnica em mãos pode ajudar e muito na adoção de procedimentos preventivos que ajudarão a minimizar riscos — e consequentemente prejuízos.

 

O que diz quem atua no setor

 

Para Rafaele Madormo, diretor do Instituto de Natação Infantil – INATI, o caso é mais do que um alerta, é uma imposição para quem atua no setor de atividades aquáticas sobre procedimentos de segurança.

 

“Quem atua nesse setor há muitos anos sabe que o tratamento de piscinas exige conhecimento técnico, protocolos bem definidos e responsabilidade por parte das empresas e de seus colaboradores, garantindo que a água esteja adequada para atender de bebês à terceira idade, sem oferecer riscos. A evolução tecnológica na área permite a automatização de processos, reduzindo a interferência humana e, consequentemente, a possibilidade de erros — algo que deve ser prioridade nos investimentos das empresas. A tragédia impõe a todos os gestores do segmento a necessidade de revisar seus processos e, quando necessário, aprimorar suas práticas para assegurar qualidade e segurança na prestação de seus serviços.”

 

Antonio Santos, à frente do departamento Piscina+Segura da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático – Sobrasa e proprietário da academia Acqua Fitness, acredita que segurança é algo bem mais amplo do que somente as questões de afogamento.

 

“Manter o aluno seguro em uma academia depende de uma visão de prevenção sob diversos aspectos, entre os quais riscos de intoxicação, de afogamento, de problemas acarretados com uma prescrição de exercícios e uso correto de equipamentos, por exemplo. Manter um espaço seguro é agir com prevenção, sob o intuito de diminuir riscos. O gestor à frente de uma academia precisa estar informado, preparado, com o conhecimento em dia. Hoje em dia, há inúmeros recursos, como a automação dos processos — que permite o acompanhamento contínuo da água da piscina. Quanto mais automatizado, menos riscos. Da mesma maneira que o empresário precisa entender de número e de indicadores para a gestão do nosso negócio, é fundamental entender também sobre critérios de tratamento de água, normas técnicas e tudo mais que envolve segurança.”

 

Dicas para uma operação preventiva

  • Ter em mãos a NBR 10339 para consultá-la e usá-la como referência para o treinamento da equipe da academia.
  • Definir a forma de tratar: que produtos usar: cloro granulado ou líquido, ozônio, gerador de sal etc.
  • Conhecer a empresa fornecedora dos produtos e ler o máximo de informações sobre eles.
  • Automatizar processos: é uma das recomendações da ABNT, pois reduz chances de riscos.
  • Investir em equipamentos de ponta que sejam mais seguros, tais como bombas dosadoras e leitores da qualidade da água.
  • O gestor pode delegar os cuidados com a piscina, mas é fundamental que ele também tenha conhecimento sobre o que de fato é seguro, para identificar o que está fora de parâmetro.
  • Treinar a equipe da academia quantos às normas de segurança é primordial, especialmente o operador da piscina.
  • Reservar um lugar adequado para armazenamento de produtos químicos (em termos de ventilação e outros cuidados).
  • Quais são os equipamentos de EPI necessários para operar o tratamento de piscinas.
  • O gestor deve fazer parte de grupos sobre piscina, comunidades online que servem para compartilhar informações de qualidade, que servem como apoio.
  • Tenha definido em sua academia e compartilhado com sua equipe um documento de Procedimento de Operação Padrão, ou POP.
  • Manter em dia avaliação e revisão da casa de máquina, dos filtros e do que mais envolver o bom funcionamento da piscina.

 

Se você é associado da ACAD Brasil, entre em contato para receber na íntegra a NBR 10339 – Piscina Projeto, Execução e Manutenção, da ABNT.

ACAD Brasil