Entrevista Gabriela Tanese: projetar academias é onde engenharia e performance se encontram
Com uma recente atuação no mercado fitness, a engenheira civil Gabriela Tanese comanda a Viga Engenharia e Construção, empresa especializada em arquitetura e engenharia com foco em academias, estúdios e operações em expansão. Ela já desenvolveu projetos de layout técnico, setorização de ambientes, adequação às normas e processos de regularização de espaços, atendendo marcas fortes como as redes de academias Califórnia, Panobianco e Fábrica de Monstros. A equipe de Comunicação da ACAD Brasil conversou com Gabriela e o resultado está nesta edição do informativo. Como você chegou ao mercado de academias? No final de 2024, fui contratada para fazer o ajuste de um vestiário em uma academia, que só precisava mudar o layout. Aquele pequeno trabalho foi a minha entrada no universo fitness, que hoje é a minha paixão. Depois, para aquela mesma empresa, eu fiz um projeto auxiliar e finalmente o projeto arquitetônico. Desde abril de 2025, nosso foco está totalmente voltado ao fitness. Acredito que projetar academias é onde engenharia e performance se encontram! Qual é a sua experiência nesse mercado e por que apostar nele? Mesmo que minha experiência seja recente, eu digo que me encontrei no mercado de fitness, porque tudo o que você imaginar pode ser feito sem parecer uma loucura absurda. Tudo é permitido e isso é um desafio maravilhoso. Posso pintar um teto de laranja, ousar na iluminação de forma bem chamativa, com uma cor forte, vibrante. É um mercado que aposta em inovação, ousadia, experimentações. Para outras marcas, o desejo é uma academia mais clean, com iluminação aconchegante, cores suaves. Tudo é possível. O projeto arquitetônico sempre vai ser um diferencial. O que encanta é o que é visível, mas o que fica escondido é importantíssimo num projeto, não é mesmo? Sim! O projeto arquitetônico é aquele que você vai ver e falar “nossa, como ficou incrível!” Para colocar uma academia em pé, é preciso entender o que o arquitetônico pede: “são 20 esteiras”. Então, para atender essas esteiras, será preciso um quadro elétrico que suporte pelo menos 30, pensando em uma possível expansão, já garantimos carga suficiente. Fazer um projeto técnico adequado é fundamental para que a arquitetura possa de fato ser encantadora, garantindo a melhor experiência. O que não pode faltar em um projeto especialmente desenvolvido para uma academia? Um bom planejamento! É fundamental planejar o que vai acontecer naquele espaço, o que você quer que aconteça ali, num primeiro momento e, também, num futuro próximo, numa possível expansão. É primordial garantir que se tenha uma laje que aguente uma estrutura, de cargas pesadas: por norma, calculamos 500 quilos por metro quadrado, então, vamos garantir mais e colocar 700 quilos no mínimo? Isso vale também para a capacidade elétrica e para a climatização. Algumas academias são abafadas, mesmo com ar-condicionado, porque o projeto de climatização não foi adequado. O planejamento é a base de tudo, o referencial. O que deve ser levado em conta num projeto para pequenos espaços? O mercado fitness tem experimentado crescimento na oferta de estúdios e esse modelo traz forte a questão de comunidade, o que precisa ser levado em conta na hora do projeto. Então, é importante pensar na iluminação, que pode fazer toda a diferença, e pensar na questão de um espaço ideal para a formação daquela comunidade. Neste sentido, é fundamental ter características de identificação, para que a marca, em qualquer localização que o estúdio passe a funcionar, seja reconhecida. Para um empresário que quer investir no mercado fitness, qual é a sua recomendação inicial quanto aos projetos de arquitetura e construção? Independentemente do lugar onde será instalada, se é uma academia grande ou um estúdio pequeno, eu trabalharia muito forte a identidade da marca e pensaria em um espaço “instagramável”, porque isso hoje vende muito, e porque as pessoas reconhecem uma marca quando através da foto de um post. Elas reconhecem a iluminação, as cores, a identidade visual daquela marca. Esse é o ponto de partida.
ACAD Conexões Minas Gerais: regional é exemplo e inspiração de atuação em prol do setor
Não à toa, já virou uma tradição! Ano após ano, Minas Gerais é escolhida para dar o start da super agenda de encontros regionais do ACAD Conexões, encontros regionais que viajam o país todo, conectando pessoas dos mais diferentes sotaques e levando conteúdo de excelência para capitais, cidades do interior, balneários, pampas e sertões, conectando num só propósito esse país continental. O primeiro encontro mineiro de 2026 está agendado para sexta-feira, dia 27 de fevereiro, daqui a quinze dias. O sucesso dessa agenda propositiva é muito fruto da a atuação do diretor Carlos Eduardo Rodrigues, que é mais do que um exemplo, é uma inspiração de como atuar em prol do desenvolvimento do mercado fitness e dos negócios de academias. Ele não mede esforços para construir uma forte rede, com várias parcerias e para 2026, Minas Gerais já tem data marcada para cinco encontros regionais, em diferentes modelos de abordagem. “Dentro da ACAD, nós temos vários braços de atuação e um deles que eu acredito muito e lidero com propriedade é o da Educação. Nosso lema é ‘Conexões que transforma negócios’ e isso depende de olhar olho no olho, sentar-se junto, trocar experiências. Nosso calendário anual em Minas tem prevista a realização de cinco eventos diversificados, com abordagens distintas. A diversidade é a nossa bala de prata na região”, disse Carlos Eduardo Rodrigues. Dentro dessa visão, os encontros em Minas têm formatos e abordagens que vão desde palestras de grandes nomes do mercado; passando por reuniões práticas, nas quais colocamos proprietários de academias para solucionar dores do dia a dia, trocar ideias, encontrando soluções coletivas; até almoço de negócios para tratar de questões sensíveis de forma objetiva ou happy hour num ambiente descontraído apenas para manter em alta as conexões. Parceiros estratégicos e força política Também faz a total diferença ter parceiros engajados aos propósitos da ACAD e contar sempre nos encontros com a participação de autoridades governamentais, que dialogam com a Associação. “Temos muitos parceiros envolvidos em nossos encontros, cada um com a sua responsabilidade, carregando esse piano. É um privilégio estar à frente da diretoria da Associação em BH, sempre com o apoio do Gustavo Fleming, diretor-presidente do Sindicato patronal das academias de MG, da diretoria do CREF na região, e com a presença de cerca de cinco deputados que já fazem parte da rede de relacionamento da Associação. Eles sempre prestigiam nossos encontros e quando a agenda não coincide, recebemos os chefes de gabinete. Com essa configuração e todo esse apoio, com o mercado fitness muito bem representado, alcançamos resultados que fazem a diferença”, disse Carlos Eduardo Rodrigues.
Planejamento Estratégico 2026-2027: time ACAD define ações para os próximos dois anos

Nos dias 10 e 11 de fevereiro, um grupo de onze empresários de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará, Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Brasília esteve reunido em um hotel na Barra da Tijuca, bairro carioca, para uma imersão no planejamento estratégico da Associação, biênio 2026-2027. O encontro foi de muito trabalho, com horas dedicadas às questões que irão nortear as ações da ACAD brasil para os próximos dois anos. Uma das pautas que fizeram parte das discussões foi aprofundar a verdadeira missão da Associação, com desdobramento dos seus principais papeis fundamentais, entre os quais o de proteger o mercado de academias e o setor como um todo. Também foi debatida a necessidade de uma campanha nacional, que possa ter a força e o sucesso de “Somos Essenciais” e que ganhe mais uma vez todo o país em torno de uma causa pertinente aos esforços da Associação para o desenvolvimento do mercado. O setor terá surpresas inspiradoras e ações concretas, já nos próximos meses, como resultado deste encontro. O próximo passo será o de envolver cada um dos diretores e líderes regionais, em todo país, para colocar em prática as ações do biênio. Enquanto isso, reunimos aqui um pouquinho do que foi o Planejamento Estratégico 2026-2027, através dos depoimentos de diretores da ACAD Brasil que estiveram presentes. Com a palavra: Ailton Mendes, Arethusa Salomão, Carlinhos Califórnia, Carlos Eduardo Rodrigues, Estelio Risuenho, Leandro Batista, Marcelo Ferreira, Monica Marques, Patrick Aguiar, Richard Bilton e Wescley Garcia. “Nesses dois dias de imersão, discutimos a atividade física em nível nacional e mundial, debatemos sobre o que vem acontecendo, aqui e fora do Brasil, dentro e fora dos nossos ambientes de negócios. Nos reunimos para entender, planejar e transformar em ação o que é possível entregar a mais para os associados e para a sociedade. Esse primeiro comitê estratégico deu início à construção do que que será escalonado para toda a diretoria e lideranças regionais, para que possamos trabalhar com detalhamento o nosso plano de ação. A ACAD Brasil não é mais apenas uma associação: está se consolidando como um movimento, nacional, mundial, que tem como pilares a promoção da saúde, o combate ao sedentarismo e a defesa dos negócios de academias. Quem já faz parte da ACAD, tem orgulho de pertencer.” Ailton Mendes, presidente da ACAD Brasil “O grupo que esteve reunido no Rio de Janeiro para construir o planejamento estratégico de atuação para 2026 e 2027 é de pessoas genuinamente comprometidas em melhorar não só a Associação, mas todo o mercado fitness. É fundamental que tenhamos momentos como esse, em que representantes de várias regiões do país deixam seus negócios para dedicar tempo em prol do setor, de fazer ainda mais pelo mercado, de construir algo que seja um legado, não apenas para o setor fitness, mas para todo o país. É formidável o que está acontecendo em nosso mercado e esse movimento promovido pela ACAD não tem preço.” Marcelo Ferreira, diretor da ACAD e representante no Rio de Janeiro “É incrível o que a ACAD cresceu. Imagine sair de cerca de 250 associados, há dez anos, e hoje ter mais de 2.600. Sempre apostei muito na força do associativismo e por isso assinei a ata de constituição da criação dessa Associação, lá em 1999. Desde então, participo dos encontros, reuniões e de tudo mais que envolve a ACAD, porque posso contribuir com o desenvolvimento do setor, compartilhando nossas experiências, mas também aprender a cada dia com novos empresários, que estão há menos tempo neste mercado, mas com muito comprometimento. Mesmo para nós da CIA Athletica, depois de 40 anos de mercado, é sempre um grande aprendizado estar com essas pessoas.” Richard Bilton, diretor da ACAD Brasil “Esse grupo que foi reunido aqui no Rio é extremamente engajado e experiente. Cada um de nós vive as operações das academias, no dia a dia, e experimentamos todos os movimentos desse mercado. É um grupo com muito conteúdo rico, assertivo e verdadeiro, porque traduz as experiências acumuladas ao longo dos anos, as dores dos donos de academias, os anseios, as expectativas… Dedicamos tempo aqui para pensar juntos de que maneira a Associação pode contribuir para facilitar a vida dos gestores de academias. Eu fico sempre encantada e honrada de participar desses encontros da ACAD e não desperdiço nenhuma oportunidade.” Monica Marques, diretora nacional da ACAD Brasil “Para mim, esse encontro se traduz em ambiência e transbordo. O ambiente proporcionado pela ACAD é muito forte e contribui imensamente para que cada um de nós possa elevar a mentalidade, olhando para nós mesmos. Nossos encontros são muito provocativos nesse sentido e nos instigam a subir a régua, a subir o nível. E o transbordar é “quem eu vou ajudar a subir também?” Queremos transbordar para outras pessoas esse desejo que esse grupo tem de estar juntos, porque é genuíno. Esse encontro é a prova disso, porque não estava na agenda de ninguém, foi uma convocação de última hora, com uma semana de preparação, e cada um viajou de um lugar do país para estar aqui, movidos pelo desejo de estarmos juntos e construir o melhor para o setor. Precisamos fazer com que mais pessoas estejam conosco, nessa mesma frequência.” Arethusa Salomão, diretora ACAD no Mato Grosso “Viajei do Pará até o Rio de Janeiro para contribuir com esse pontapé inicial do que vamos fazer juntos em prol do setor de academias, nos próximos dois anos. É um encontro de planejamento, mas sobretudo de aprendizado, de comprometimento e de poder olhar para o que realmente importa: as pessoas que querem um mercado fitness ainda mais forte, próspero, desenvolvido, conectado. Já temos um próximo encontro de diretores e lideranças de todo o país, no qual mais empresários com esse propósito de profissionalizar o fitness nacional vão aderir à construção das ações para este ano. Em abril, nos encontraremos um dia antes do Arnold Sport Festival, com ainda mais diretores e lideranças regionais, para
Segurança nas piscinas: ACAD disponibiliza Norma Técnica da ABNT para associados

A diretoria da ACAD Brasil lamenta profundamente a situação dolorosa ocorrida no último final de semana, que levou a óbito Juliana Bassetto e à internação de outras cinco pessoas. Em nome de todos que atuam no segmento de atividades aquáticas, a Associação deseja que os familiares encontrem conforto. Desde então, a diretoria da ACAD Brasil promoveu conversas sobre o tema com alguns especialistas em atividades em piscinas, a fim de disponibilizar informações que possam contribuir para que possíveis riscos sejam minimizados. A principal dica é que sejam adotados procedimentos preventivos. “Nossa missão essencial na ACAD é proteger e desenvolver as atividades e negócios de academias. Desta forma, nossa maior contribuição, neste momento, é informar sobre procedimentos necessários, já definidos e publicados por órgãos competentes, além de nos colocar mais uma vez à disposição do nosso associado, em caso de dúvidas. Lembrando que temos disponível para associados a norma técnica da ABNT”, disse Ailton Mendes, presidente da ACAD Brasil. Norma Técnica NBR 10339 da ABNT cria parâmetros para operação com piscinas Em 2018, a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT criou a norma NBR 10339 – Piscina Projeto, Execução e Manutenção, com o objetivo de estabelecer os requisitos e parâmetros para projetos, construções, instalações e segurança no uso e operação aplicáveis a todos os tipos de piscinas. Ter essa norma técnica em mãos pode ajudar e muito na adoção de procedimentos preventivos que ajudarão a minimizar riscos — e consequentemente prejuízos. O que diz quem atua no setor Para Rafaele Madormo, diretor do Instituto de Natação Infantil – INATI, o caso é mais do que um alerta, é uma imposição para quem atua no setor de atividades aquáticas sobre procedimentos de segurança. “Quem atua nesse setor há muitos anos sabe que o tratamento de piscinas exige conhecimento técnico, protocolos bem definidos e responsabilidade por parte das empresas e de seus colaboradores, garantindo que a água esteja adequada para atender de bebês à terceira idade, sem oferecer riscos. A evolução tecnológica na área permite a automatização de processos, reduzindo a interferência humana e, consequentemente, a possibilidade de erros — algo que deve ser prioridade nos investimentos das empresas. A tragédia impõe a todos os gestores do segmento a necessidade de revisar seus processos e, quando necessário, aprimorar suas práticas para assegurar qualidade e segurança na prestação de seus serviços.” Antonio Santos, à frente do departamento Piscina+Segura da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático – Sobrasa e proprietário da academia Acqua Fitness, acredita que segurança é algo bem mais amplo do que somente as questões de afogamento. “Manter o aluno seguro em uma academia depende de uma visão de prevenção sob diversos aspectos, entre os quais riscos de intoxicação, de afogamento, de problemas acarretados com uma prescrição de exercícios e uso correto de equipamentos, por exemplo. Manter um espaço seguro é agir com prevenção, sob o intuito de diminuir riscos. O gestor à frente de uma academia precisa estar informado, preparado, com o conhecimento em dia. Hoje em dia, há inúmeros recursos, como a automação dos processos — que permite o acompanhamento contínuo da água da piscina. Quanto mais automatizado, menos riscos. Da mesma maneira que o empresário precisa entender de número e de indicadores para a gestão do nosso negócio, é fundamental entender também sobre critérios de tratamento de água, normas técnicas e tudo mais que envolve segurança.” Dicas para uma operação preventiva Ter em mãos a NBR 10339 para consultá-la e usá-la como referência para o treinamento da equipe da academia. Definir a forma de tratar: que produtos usar: cloro granulado ou líquido, ozônio, gerador de sal etc. Conhecer a empresa fornecedora dos produtos e ler o máximo de informações sobre eles. Automatizar processos: é uma das recomendações da ABNT, pois reduz chances de riscos. Investir em equipamentos de ponta que sejam mais seguros, tais como bombas dosadoras e leitores da qualidade da água. O gestor pode delegar os cuidados com a piscina, mas é fundamental que ele também tenha conhecimento sobre o que de fato é seguro, para identificar o que está fora de parâmetro. Treinar a equipe da academia quantos às normas de segurança é primordial, especialmente o operador da piscina. Reservar um lugar adequado para armazenamento de produtos químicos (em termos de ventilação e outros cuidados). Quais são os equipamentos de EPI necessários para operar o tratamento de piscinas. O gestor deve fazer parte de grupos sobre piscina, comunidades online que servem para compartilhar informações de qualidade, que servem como apoio. Tenha definido em sua academia e compartilhado com sua equipe um documento de Procedimento de Operação Padrão, ou POP. Manter em dia avaliação e revisão da casa de máquina, dos filtros e do que mais envolver o bom funcionamento da piscina. Se você é associado da ACAD Brasil, entre em contato para receber na íntegra a NBR 10339 – Piscina Projeto, Execução e Manutenção, da ABNT.
INFORMATIVO 241

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Sandra Madormo: ativista até debaixo d’água e cocriadora do INATI e do Congresso de Natação Infantil

Em 2025, um grupo de mulheres, a maioria à frente de academias com atividades aquáticas, se uniu em uma mentoria de gestão, trocaram muitas experiências e dali nasceu uma amizade para além dos estudos. Esse grupo foi levado à ACAD através das diretoras Arethusa Salomão e Monica Marques e assim nasceu o ACAD Mulher, um espaço de troca de boas práticas e apoio mútuo, que quer mostrar o papel da mulher no fitness, compartilhando histórias de gestoras, empresárias, profissionais do fitness que são verdadeiras inspirações e que fazem a diferença no setor. A primeira inspiração de 2026, em nosso espaço ACAD Mulher no Informativo, é Sandra Mardomo. Pode-se dizer que a abordagem sobre natação infantil, tal qual se conhece hoje, se mistura com a trajetória profissional desta mulher que, além de fazer questão de estar mergulhada nas atividades com crianças dentro das piscinas, é professora de pós-graduação, palestrante, mentora, consultora e diretora do Instituto de Natação Infantil – INATI. Sandra é, também, uma ativista da segurança aquática. A equipe de comunicação da ACAD conversou com ela especialmente para esta edição do Informativo. Você é uma referência e inspiração para o mercado. Como é sua história dentro das piscinas? Aprendi a nadar aos 8 anos na Escola do SESI da Vila das Mercês, em São Paulo. Meu professor de Educação Física, José Paulo Scatena, percebendo minha habilidade natural, me convidou para treinar e depois fazer parte da equipe que representava o SESI. Cheguei a ser campeã Paulista infantil nos 50mts nado crawl e participei do programa Adote um Atleta do Estado de São Paulo. Porém, quando tinha 15 anos, quase simultaneamente, tanto o SESI quanto o Adote encerraram seus projetos, me obrigando a parar de nadar. Por ser de uma família com poucos recursos financeiros, decidi começar a trabalhar. E aí meu destino foi traçado. Um dos meus técnicos, José Fontanelli, sabendo da minha necessidade e enxergando potencial em mim, convidou-me para ser sua auxiliar nas aulas de natação para bebês e crianças na academia Fit Center, no Morumbi, São Paulo. Como a época não havia regulamentação da profissão de Educação Física, iniciei minha carreira aos 15 anos. Me apaixonei pela área instantaneamente. Aos 18, entrei na faculdade; logo depois, fiz a pós-graduação em psicomotricidade, influenciada pela Cacilda Velasco, para embasar teoricamente aquilo que já fazia empiricamente. Tenho por característica de personalidade buscar os porquês das coisas e isso aplico diariamente na minha vida pessoal e no meu trabalho. Isso me fez e faz investir muito em formações complementares tanto no Brasil como no exterior. Qual a motivação para criação do Congresso de Natação Infantil e do INATI? Desde o início, meu objetivo foi ensinar por meio do prazer de estar na água, sem forçar as crianças e estabelecendo uma relação próxima com os pais, informando-os sobre o desenvolvimento global das crianças, além da natação em si, que sempre encarei como uma consequência natural dessa evolução. Essa visão foi chamando a atenção do mercado e fui sendo convidada para ministrar cursos em faculdades, pós-graduações, palestras em eventos e escolas de natação no Brasil, culminando em 2008, quando resolvi, junto com o meu marido Rafaele Madormo, criar o Congresso Brasileiro de Natação Infantil, para disseminar essa minha visão e divulgar o que está acontecendo na natação infantil no Brasil e no mundo. Depois de criar o CBNI, percebemos que precisávamos fazer algo mais abrangente, que não se limitasse a um evento. Em 2011, criamos o INATI – Instituto de Natação Infantil, que tem como missão ajudar a criar condições para que o mercado se desenvolva através da disseminação de informação, na conscientização da segurança aquática, no fomento à pesquisa, na formação de profissionais, na preservação da história e no reconhecimento dos profissionais que atuam na Natação infantil. Felizmente, tanto o CBNI quanto o INATI têm reconhecimento nacional e internacional devido à consistência do trabalho, o que muito nos orgulha. Quase 20 anos depois desta criação, quais foram os principais avanços? O CBNI trouxe um formato diferente para o segmento e influenciou outros eventos que surgiram depois, o que fortaleceu a natação infantil como atividade e vem valorizando os profissionais que nela atuam. Somos reconhecidos e endossados pela ISSA – International Swim Schools Association como um dos eventos mais importantes do mundo. De acordo com nossa visão e a necessidade do mercado, vamos evoluindo, por isso criamos o INATI Inspira, que é a reunião de três eventos paralelos para atender os diferentes públicos. Ele é constituído do tradicional CBNI em sua 16ª edição, do S4 – Swim Schools Strategic Summit, voltado para gestores aquáticos, em sua 4ª edição, e do novíssimo NI&CriD – Natação Infantil e Crianças com Deficiência, que é um seminário de um dia inteiro, com foco nesse público que tem crescido muito nas academias e escolas de natação. Quanto ao INATI, entre as muitas ações destaco o trabalho de conscientização sobre a segurança aquática, junto às escolas de natação e profissionais da área. Criamos, em 2012, o Mês Nacional de Segurança Aquática, que se tornou um evento nacional, e devido a sua importância e ao trabalho do INATI junto ao Congresso Nacional, foi reconhecido como data oficial do país através da lei federal 15.258 aprovada em novembro de 2025. Também criamos o Dia da Natação Infantil, comemorado em 28 de abril, para valorizar a atividade e servir de reconhecimento a um dos mais importantes profissionais do Brasil em natação para bebês e crianças, José Fontanelli. Acredito que o mercado se transformou ao longo desses anos e que nossas ações tenham contribuído, juntamente com outros profissionais e entidades, nessa evolução, mas há ainda muito por fazer. Você já palestrou em 14 países — da Austrália à República Tcheca, dos Estados Unidos à Singapura — o que a experiência em mercados internacionais lhe revelou? A internacionalização do nosso trabalho começou em 2008 pela Grécia e durante estes anos o que tenho observado nos eventos de que participo como palestrante e como participante é a evolução de uma natação infantil empírica
Geração Alpha busca experiências no mundo real como academia e cinema

A indústria fitness rotulou a Geração Z como um grupo curioso sobre sobriedade, em busca de bem-estar e apaixonado por academias, mas agora há uma nova geração intrigante surgindo. Como engajar a Geração Alpha? Nascida entre 2010 e 2024 (já existe a Beta), a Geração Alpha — apelidada de Geração Vidro — é um grupo assustadoramente familiarizado com a tecnologia. Foi a primeira geração a crescer com celulares nas mãos e a não conhecer o mundo sem internet. Uma narrativa comum é que a tecnologia representa um grande perigo para a saúde dessa geração, levando a baixos níveis de atividade, desequilíbrios nos níveis de dopamina e um estado constante de alerta. No entanto, segundo pesquisadores do GWI, que entrevistaram 20 mil jovens de 18 países, essa geração está dominando a arte da autopreservação online e é muito mais eficiente em ignorar conteúdo negativo na internet do que as gerações mais velhas poderiam supor — ou fazer, enquanto consome notícias alarmistas sem parar. A pesquisa também mostrou que eles buscam experiências no mundo real — houve um aumento na frequência aos cinemas devido à interação social que isso proporciona. Isso representa uma enorme oportunidade para a indústria oferecer um espaço para uma geração de jovens que buscam experiências emocionantes e reais em locais onde se sintam acolhidos. Aos 15 anos, os membros mais velhos da Geração Alpha já têm idade suficiente para frequentar muitas academias. Quão flexível está o setor para aceitá-los? Seria ótimo se academias e centros de lazer pudessem ser o lugar ideal para receber grupos de amigos nas tardes de sábado ou depois da escola, justamente quando essa geração está conquistando sua independência, em vez de perdê-los para lugares como o McDonald’s, que é especialista em atrair jovens. Opinião de especialistas que trabalham com sucesso com a Geração Alpha “A experiência dos adolescentes na academia pode influenciar a maneira como eles se exercitarão pelo resto de suas vidas. Ajudar a Geração Alpha a se movimentar mais significa abordar uma cultura geracional completamente nova. Essa geração costuma viajar em grupos e seu senso de identidade está intimamente ligado aos amigos. Eles precisam de apoio social e de atividades que envolvam seus amigos. A narrativa sobre saúde e bem-estar deve evitar mensagens focadas na aparência. Em vez disso, podemos fornecer mensagens positivas sobre como o exercício faz você se sentir, como ele melhora suas habilidades, sua autoimagem e, também, os aspectos sociais. Para envolver esse grupo, as atividades precisam ser divertidas, sociais e pensadas especificamente para eles. Vale incluir um ou mais instrutores especializados em jovens que possam coordenar um programa específico. O mais importante é conhecer os jovens da sua região: descubra seus interesses, ouça-os e implemente suas sugestões. Sua academia pode ser um espaço positivo onde eles se sintam acolhidos e interajam com adultos que os ouvem, em vez de repreendê-los. Pode se tornar o lugar onde eles se sintam seguros, felizes e confiantes.” Jessica Christensen, Fundador da Mavericks Academy “Os centros de lazer oferecem um espaço vibrante e dinâmico para socializar e praticar exercícios físicos, e têm potencial para se tornarem os clubes juvenis do futuro, se forem programados corretamente. A categoria de membros juniores é a que apresenta o crescimento mais rápido entre os membros da GLL – temos mais de 80 mil membros juniores e os valorizamos muito. Malhar na academia é a atividade preferida deles, com mais de 15 mil visitas registradas a cada semana, seguida por natação e esportes. Observamos uma divisão de 64% homens para 36% mulheres, por isso estamos planejando introduzir aulas de ginástica em grupo com o objetivo de aumentar a participação feminina. A maior parte do envolvimento ocorre por meio do “boca a boca” e da frequência aos centros de lazer com seus colegas — a experiência é tanto social quanto física, e nossos centros de lazer oferecem um local seguro para que eles se encontrem com os amigos enquanto se mantêm saudáveis.” Marco Coppola, gerente de saúde e bem-estar do grupo GLL “Os ‘Alpha’ respondem bem a experiências gamificadas, integração digital e oportunidades para acompanhar seu progresso. No entanto, também anseiam por conexões sociais autênticas e atividades colaborativas com seus pares. Atualmente, 20% dos nossos membros têm entre 11 e 18 anos, e esse número continua a crescer. Firmamos uma parceria com o Oldham College para capacitar 30 dos nossos funcionários em Liderança de Atividade Física para Adolescentes. Isso lhes proporciona as habilidades essenciais para adaptar o treinamento físico aos jovens e elaborar programas que levem em consideração as rápidas mudanças físicas, o desenvolvimento do sistema nervoso, os desafios sociais e as diferentes motivações dos jovens. Criamos o Blast – um conceito de fitness em grupo divertido, inclusivo e envolvente. A gamificação foi introduzida no aplicativo Oldham Active e os jovens podem completar desafios e receber medalhas por participar de treinos e aulas, além de desbloquear conquistas ao atingir metas. Buscamos expandir isso com mais recompensas adequadas à idade.” Lauren Connis, chefe de saúde e bem-estar da Oldham Active
Você conhece o e-book + videocasts Academias: práticas para o seu negócio?

A partir de uma ampla pesquisa realizada junto aos associados, na qual foram apontados temas essenciais para gestão e demandas por conhecimento prático, a equipe da ACAD Brasil desenvolveu, em parceria com especialistas, uma série de seis episódios de videocast, conteúdo reunido em um e-book e um livro impresso, batizados de “Academias: práticas para o seu negócio”. A ideia de realizar uma pesquisa e conhecer mais os associados da ACAD Brasil foi o ponto de partida para a realização desse projeto. O desafio foi aceito e, com os resultados da pesquisa em mãos, a diretoria cumpriu a missão de gravar um bate-papo com especialistas, em formato de videocast. As entrevistas responderam às perguntas dos Associados e trouxeram conhecimento e dicas práticas para os negócios de academias. Temas abordados no E-book e Videocast: Lucratividade é a alma do negócio. A experiência do consumidor e o impacto na retenção. Marketing exponencial: sua academia cheia de clientes. Vendas: muito além da conquista de novos clientes. Capacitação técnica: desenvolvimento profissional e equipe motivada. Gestão de Pessoas e Liderança: o que pode fazer toda a diferença? Diretores da Associação entrevistam especialistas do mercado fitness em série de videocasts. Acesse aqui para assistir às entrevistas. Temas e entrevistados: — Ailton Mendes, presidente da ACAD Brasil, entrevistou os consultores Peter Thomas, sobre A experiência do consumidor e o impacto na retenção, e Flavio Lima no tema Vendas: muito além da conquista de novos clientes. — Gustavo Borges, CEO da Academia Gustavo Borges, entrevistou o consultor Marcelo Egéa, no tema Gestão de Pessoas e Liderança: o que pode fazer toda a diferença? — Filippe Savoia, CEO da Bluefit Academia, entrevistou o especialista Gustavo Madeira, no tema Lucratividade é a alma do negócio. — Monica Marques, diretora da Cia Athletica, entrevistou a consultora Patricia Lobato, sobre o tema Capacitação técnica: desenvolvimento profissional e equipe motivada. — Carlinhos Califórnia, CEO da Academia Califórnia, entrevistou o consultor Fabio Uliana, sobre Marketing exponencial: sua academia cheia de clientes. Clique aqui e baixe o e-book gratuitamente.
Últimas vagas: ACAD Conexões Minas Gerais inaugura série de encontros regionais do ano

Como já é uma tradição, todo ano quem abre a agenda de eventos realizados pela Associação é o ACAD Conexões Minas Gerais. Este ano não será diferente! O encontro, marcado para o dia 27 de fevereiro, sexta-feira, terá na programação um boas-vindas com o presidente Ailton Mendes, o diretor regional Carlos Eduardo Rodrigues e Gustavo Fleming, Diretor Presidente do Sindicato patronal das academias de Ginásticas de MG, anfitriões do encontro. Os palestrantes serão Noara Pozzer, referência em Vendas, Marketing e Liderança, com ampla experiência em treinamento para equipes, e Carlinhos Califórnia, fundador do Grupo Califórnia Fitness e especialista em Marketing Digital. “Temos pouquíssimas vagas para esse primeiro encontro em Minas Gerais. Estamos preparando um encontro muito especial para inaugurar nossa super agenda de eventos regionais da Associação. Para este ano, já temos 15 eventos agendados, que vão viajar todas as regiões do país. O Conexões Minas será o ponto de partida e por isso mesmo será imperdível. Quem ainda não garantiu sua vaga não pode perder essa última chance”, disse Andrea Rodrigues, gestora executiva da ACAD Brasil. PROGRAMAÇÃO: 13h30 – Credenciamento 14h00 – Café Conexão – Networking Exclusivo 14h30 – Abertura – Ailton Mendes, Gustavo Fleming e Carlão Rodrigues 15h00 – Happy Business 15h45 – Palestra: Carlinhos Califórnia – Como a IA Pode Transformar sua Gestão e Maximizar suas Vendas 16h45 – Palestra: Noara Pozzer – Atendimento de Alto Padrão, Vendas de Alta Performance e Como Unir o Mundo Digital com o Mundo Presencial 18h00 – Happy Hour ACAD Conexões Minas Gerais Data: 27 de fevereiro Horário: 13:00 às 18:00 Local: Hotel San Diego. Av. Alvares Cabral, 1181 – Lourdes, Belo Horizonte – MG Clique aqui e garanta sua vaga
INFORMATIVO 240

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