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Entrevista com Gabriela Prado CEO da Sports World

Para aqueles que ainda não leram a entrevista com Gabriela Padro, publicada na mais recente edição da Revista ACAD Brasil, esta é mais uma oportunidade. CEO da Sports World, empresa 100% mexicana, com capital aberto na América Latina, a brasileira Gabriela Padro é uma das lideranças mais influentes do mercado global de academias e conversou com a equipe de Comunicação da ACAD sobre trajetória, desafios do cargo, mercados internacionais e muito mais.

 

Como foi sua trajetória no fitness?

 

Minha história no fitness começou com paixão. Desde pequena, encontrei na dança o amor pelo movimento, pelas pessoas e pela transformação. Como professora de Educação Física, vivi intensamente o dia a dia da academia, olhando nos olhos dos alunos e acompanhando de perto cada conquista. Quando entrei na Bio Ritmo, em 1999, não imaginava onde a jornada me levaria. Passei por várias funções e atuar em diferentes marcas (Bio Ritmo, Smart Fit e Race Bootcamp) me proporcionou uma perspectiva 360º e reforçou minha convicção de que a atividade física é para todos.

 

A oportunidade de vir para o México, apoiando a expansão e cuidando de toda a operação, foi de muito aprendizado e crescimento, que reforçou meu propósito de vida, 100% conectado ao mercado fitness: cuidar de pessoas. A gestão foi uma consequência natural. Percebi que poderia ampliar meu impacto, desenvolvendo pessoas, liderando equipes e ajudando a construir algo maior. Para mim, liderar sempre foi isso: potencializar o melhor dos outros.

 

Quais são os desafios de ser CEO da Sports World?

 

Antes de tudo é um privilégio e uma grande responsabilidade. O maior desafio e, ao mesmo tempo, a maior motivação é construir o futuro sem perder a essência. Crescer, inovar e evoluir, mantendo aquilo que nos trouxe até aqui: a conexão genuína com o cliente. Ser CEO é um papel que exige coragem. Não temos todas as respostas, mas é preciso tomar decisões, seguir em frente e aprender rapidamente. Acima de tudo, é sobre pessoas! Meu papel é inspirar, direcionar e criar um ambiente onde as pessoas possam crescer e acreditar no que estamos construindo juntos, para garantir a melhor experiência e os melhores resultados para os nossos alunos.

 

Olho (se tiver espaço): “Não é sobre máquinas ou metodologias. É sobre histórias. Sobre alguém que decide mudar, dar o primeiro passo e transformar a própria vida.”

 

Como você vê o mercado latino-americano e em especial o brasileiro?

 

A América Latina vem ganhando relevância no mundo fitness. São países resilientes, com grande potencial de crescimento e cheios de oportunidades. Neste cenário, o Brasil inspira pela criatividade, inovação e forte conexão cultural com a atividade física.

 

O fitness está deixando de ser apenas estética para ser também qualidade de vida, saúde e longevidade. Essa mudança amplia o impacto do nosso setor na sociedade e o fitness será cada vez mais democrático, com diferentes modelos de academias que continuarão surgindo. Nosso desafio é fazer com que o setor seja mais inclusivo, relevante e acessível. Vamos criar mais possibilidades para que as pessoas encontrem o exercício que faça sentido para suas vidas e assim vamos alcançar mais pessoas e transformar mais vidas por meio da atividade física.

Fonte: IHRSA Global Report América Latina, 2019

O que mudou nas últimas três décadas e o que esperar para o futuro do fitness?

 

Quando olho para trás, vejo o quanto evoluímos. O fitness deixou de ser apenas um lugar para treinar e se tornou um espaço de transformação integral. A profissionalização do setor trouxe mudanças profundas. Os treinos se tornaram mais técnicos e embasados, e os profissionais passaram a estudar mais e aplicar novos conhecimentos. Sabemos muito mais sobre o corpo, sobre como se exercitar e sobre como gerar resultados de forma eficiente e segura.

 

No pós-Covid, a atividade física ganhou ainda mais relevância e muitos passaram a entender que se exercitar vai muito além da estética. Hoje falamos de corpo, mente, comunidade, propósito… e o futuro é ainda mais inspirador: um setor mais conectado com a saúde preventiva, o uso inteligente da tecnologia, a personalização das experiências e, principalmente, mais conectado com pessoas! No final, não é sobre máquinas ou metodologias. É sobre histórias. Sobre alguém que decide mudar, dar o primeiro passo e transformar a própria vida.

 

O que você tem a dizer às mulheres que querem despontar neste mercado?

 

Eu diria: acreditem no seu espaço, mesmo quando ele ainda não está claramente aberto. Não é o gênero que nos define, mas nossos conhecimentos, habilidades e nossa capacidade de gerar resultados. Estejam prontas quando a oportunidade aparecer! Durante muito tempo, muitos ambientes foram predominantemente masculinos. Mas isso não define o futuro. O que define são as pessoas que têm coragem de ocupar espaços com competência, autenticidade e consistência. Não esperem estar 100% prontas. Crescemos ao longo do caminho. É preciso arriscar com segurança, confiar no que sabemos e ter coragem de dar o próximo passo. Nossa sensibilidade, nossa forma de enxergar o mundo e nossa capacidade de construir relações são forças reais. Precisamos ter orgulho de quem somos, seguir em frente com confiança e, acima de tudo, lembrar: quando uma mulher avança, ela não avança sozinha, ela abre caminho para muitas outras!

 

Clique aqui e leia à integra da Revista ACAD, edição 114:

https://acadbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/edicao-114.pdf

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