Informativo ACAD Brasil

Dudu Netto compara fitness com setor hoteleiro: foco na experiência do cliente

    Convidado para comandar 5º Congresso de Gestão de Academias, dentro do Arnold Festival, Eduardo Netto, sócio e diretor técnico da Bodytech Company, teve como desafio montar uma programação que reunisse insights sobre tecnologia, branding, vendas, marketing e integração com a saúde, uma vez que o mercado de fitness tem se posicionado sob esta demanda. Dudu Netto, como é conhecido por todos no mercado, falou sobre inovação, saúde, rede hoteleira e… o ponto alto: experiência! Confira a entrevista concedida à equipe da ACAD Brasil. Você foi convidado para coordenar o 5º Congresso de Gestão de Academias. Quais são os desafios deste papel? Esse papel é bastante desafiador, porque estamos tentando inovar. Fazendo a nossa mea-culpa, aqui no Brasil as mesmas pessoas falam nos eventos e, assim, os visitantes já assistiram, várias vezes, o mesmo conteúdo. Hoje em dia, com os conteúdos disponíveis nas redes sociais, se um evento presencial não oferecer uma experiência totalmente diferente, não tira a pessoa do conforto de casa para assistir o evento, por isso, procuramos inovar na programação. E onde vocês foram buscar essa inovação? Acredito que os grandes insights para a nossa indústria não virão das pessoas que estão nas academias, mas virão sim de pessoas de fora, que atuam justamente em outros mercados. Esse foi o desafio, trazer um jogador de futebol, um diretor de hospital, uma economista que atua em Saúde Econômica, uma executiva da Apple e da Microsoft. O gestor de academia e profissional de Educação Física tem que virar a chave para a questão da saúde. Hoje, o que vemos no Brasil ainda é quem quer emagrecer e quem quer ficar forte. Mas, acredito que a única forma de o setor sair desse número de 5%, 6% de brasileiros treinando em academias, é justamente se os operadores de academias tenham essa visão para a saúde. Como um convidado, como um gestor do mercado hoteleiro, recebe o convite para palestrar em um evento de fitness e bem-estar? Num primeiro momento, ele fica assustado, mas logo cai a ficha de que hoje em dia o setor hoteleiro é muito parecido com o de academias. Os dois têm várias fatias de segmentação de preço, apropria marca oferece um produto premium, com sofisticação, e um low-cost, porque nestes dois mercados é preciso ser diferenciado. Hotelaria é um mercado de experiência – e isso vai desde o check-in, passando por qual academia está disponível para o cliente. (logo após esta entrevista, Dudu Netto ministrou uma palestra para gestores de hotéis sobre a importância de um hotel ter uma academia própria).  Os hotéis estão mais atentos às questões de wellners, academias mais bem equipadas, spas com espaços também para relaxamento. Tudo isso faz parte da experiência. Na rede hoteleira Four Seasons, um exemplo de preocupação extrema com a experiência, é que cada recepcionista da rede tem um recurso de 500 dólares para resolver problemas do cliente. Isso é autonomia para atender o cliente, com agilidade e sem burocracia, para que seja entregue uma experiência melhor. Essa grade diversificada, apontando para a saúde, foi montada dentro de um evento que nasceu do culto ao corpo. Parece um paradoxo, mas, não é? Exatamente. Quando eu vim para trabalhar com a Ana e a Feijó (Ana Paula Feijó e Ana Paula Feijó, da Savaget, empresa realizadora do Arnold Sports Festival), ampliar essa visão era o desafio, porque todo mundo quando pensa em Arnold, pensa em body building, fisiculturismo que é uma tendência do mercado, mas o bem-estar é um universo muito maior do que isso. Nossa proposta é desmistificar esse conceito e trazer, cada vez mais, a indústria do fitness, os equipamentos, os gestores tradicionais para dentro desse evento. Temos conseguido, a cada ano, aumentar um pouco mais. Você viaja o mundo todo, participa de eventos, visita academias, acompanha o que o mundo está fazendo. Como o mercado brasileiro está se saindo?  Eu tenho a oportunidade de viajar muito e acompanhar outros mercados, mas não tem evento igual aos daqui do Brasil, e isso acontece muito em função do próprio brasileiro. Por isso, acredito cada vez mais que os nossos negócios têm que ser voltados para as pessoas. Academia é isso, não é? Pessoas cuidando de pessoas. Então, o diferencial está aí, precisamos transformar esse potencial em uma experiência totalmente diferente. Há muitos anos você já falava em experiência, provavelmente antes de todos aqui no Brasil. Hoje, experiência é um diferencial para qual o mercado fitness precisa estar mais atento? Sem dúvida. O nosso mercado está muito balizado em preço, as academias cada vez mais parecidas, ter um bom equipamento hoje em dia é algo mais acessível. Então, a saída é ser diferente e isso está diretamente relacionado ao que se oferece como experiência para o cliente.

Gustavo Borges reúne gestores aquáticos de alta performance

    Ontem, dia 11 de abril, quinta-feira foi o primeiro dia de mais uma edição do Aqua League, um programa de elite para gestores de estabelecimentos com piscina credenciados da Metodologia Gustavo Borges. Desta vez, foi uma imersão de dois dias sobre negócios, piscinas, natação e empreendedorismo, com palestrantes e conteúdos de primeira. “Os encontros com nossos parceiros e nossos clienes são novas oportunidades para aprendizado e contribuição. Essa é mais uma imersão com muito conteúdo e um momento especial, porque abrimos a caixa preta da MGB! Todas as informações, estratégias, organização, para melhor direcionar os gestores aquáticos em suas unidades. O resultado: muito dever de casa e melhorias para cada negócio”, disse Gustavo Borges. Ailton Mendes, presidente da ACAD Brasil participou do 1º dia de imersão e apresentou dados reunidos pela Associação no e-book “O impacto no setor de saúde e fitness”, que pode ser baixado gratuitamente pelos participantes do evento.   “Ficamos felizes de poder contribuir com a visão da Associação e, também, por dialogar com essa turma de feras das academias com piscina e escolas de natação. Agradecemos ao Gustavo pelo espaço nesse encontro muito importante para os negócios do nosso setor”, disse Ailton. Clique aqui e baixe o e-book exclusivo da ACAD Brasil

Encontros ACAD Brasil em abril: já garantiu sua vaga?

    Entre os dias 20 e 25 de abril, a Associação vai realizar 3 Encontros Regionais da ACAD Brasil. Teresina, Curitiba e Itajaí são as cidades que receberão uma programação recheada de palestras sobre gestão, panorama setorial, dicas com especialistas do fitness, bate-papo sobre oportunidades e desafios do mercado e, é claro, o já tradicional networking entre gestores e profissionais de academias! Restam poucas vagas. Não perca tempo, clique no link da sua região e se inscreva.     20/4: Piauí – 1º Encontro CREF15-PI e ACAD: Conexão com gestores   24/4: Curitiba – Encontro ACAD Brasil e CREF9-PR   25/4: Itajaí – Encontro ACAD Brasil e CREF3-SC  

ACAD conquista novos associados no Arnold Sports Festival

    Mogi das Cruzes, São Paulo; Uberaba, Minas Gerais; Vila Velha, Espírito Santo; Crato, Ceará, além das capitais Brasília, Goiânia e Fortaleza, são algumas das cidades de origem dos 15 novos associados da ACAD Brasil. Mais uma vez, a representatividade regional e a atuação em todo o território nacional mostram o quanto a Associação tem conquistado gestores de todas as regiões para fazerem parte deste time que luta em prol do setor. A empresária Bruna Magevski Sickert, diretora financeira & Head de Inovação na academia Clube R5 Sports, é uma das novas associadas. Situada em Coqueiral de Itaparica, Vila Velha, no Espírito Santo, com mais de 2.500m², a academia foi inaugurada em março de 2002 e oferece salão de coletivas, espaço para alongamento e relaxamento, sala de bike indoor, setor aquático com piscina aquecida, espaço cross, seis banheiros, cantina com fornecimento de almoço e espaço para locação de eventos. Segundo Bruna, os principais desafios que enfrenta como gestora do setor de fitness são: Gestão de pessoas e comunicação entre interlocutores. “Eu explico: um dos problemas da nossa sociedade atual é a comunicação, exercer a escuta ativa, empatia aos contratempos e imediatismo dos resultados. Também precisamos achar meios de tangibilizar a melhora da saúde global através da atividade física.” A empresária se sentiu motivada a se tornar uma associada da ACAD Brasil. “Acredito em fazer parte de uma associação que busca por relevância dentre os setores produtivos, massificando e intensificando o incentivo à atividade física para sairmos dos 5% da população ativa dentro dos nossos espaços. Acredito que é um reforço de pertencimento e união para fazer a diferença.” Faça como a empresária Bruna Magevski Sickert: clique aqui e se associe à ACAD Brasil    

Homenagem a Waldyr Soares: uma vida dedicada ao fitness

    No sábado, dia 7 de abril, justamente no final do segundo dia da 10ª edição do Arnold Sports Festival, o criador o Espaço Bem-Estar, o mestre Waldyr Soares faleceu, aos 84 anos. Ele foi um apaixonado pelo setor e dizia: “o fitness mudou minha vida e talvez por isso, eu tenha tanta paixão por esse segmento.” Sempre antenado com as tendências e com uma visão apontada constantemente para o futuro, Waldyr dizia: “Bem-estar é um baita produto, porque quem tem o bem-estar tem uma coisa que não tem preço: a felicidade. Mais do que vender máquina, mais do que vender exercício, nós vendemos atitude!” Fundador da Fitness Brasil (criada em 1982) e responsável pela vinda da IHRSA para o Brasil (1999 foi a 1ª edição), Waldyr Soares ainda estava na ativa, até o último dia de vida – tendo palestrado no espaço Bem-estar, criado por ele, poucas horas antes de partir.   A despedida de Waldyr no Encontro da ACAD Brasil  Durante o Encontro da ACAD Brasil, dentro do Arnold Festival, Waldyr entrou na plenária pilotando um carrinho elétrico, interrompeu a palestra do presidente Ailton Mendes, pediu o microfone e da plateia mesmo disse estar emocionado, um pouco confuso por conta de uma crise de labirintite, mas muito feliz com tanta gente boa reunida ali. Se despediu acenando os braços em um “tchau para todos” e finalizou com a frase: “Ailton, eu te amo”. “Waldyr foi um amigo e um grande mestre para todos nós. Ele estava muito feliz e orgulhoso do espaço Bem-Estar Brasil, um dos pontos altos da 10ª edição do Arnold Festival. Foi um grande apaixonado pelo fitness e um incansável trabalhador em prol do nosso setor. Partiu em um momento de grande realização e nos deixa um enorme legado. Até logo, amigo! Continuaremos daqui esse trabalho”, disse Ailton Mendes. A missa de 7º dia do querido Waldyr Soares será realizada no sábado, 13 de abril, às 18h, no Santuário São Judas Tadeu – Igreja nova, Av. Jabaquara, 2.682 – Mirandópolis, São Paulo. Não deixe de ler a última de entrevista de Waldyr Soares, concedida à equipe ACAD no dia 5 de abril, véspera de sua partida. Em breve, na sua Revista ACAD Brasil – Edição 105.    

INFORMATIVO 151

Nesta edição, você vai ler: – Encontro ACAD na Arnold Sports teve casa cheia com histórias inspiradoras! – Três Encontros ACAD em abril: Piauí, Paraná e Santa Catarina – Interação entre profissionais da Saúde faz toda a diferença na reabilitação dos pacientes – Uma equipe feliz pode trazer mais resultados para negócios de academias – Treino de força + aeróbico: combinação pode reduzir em 30% o risco de morrer Encontro ACAD na Arnold Sports teve casa cheia com histórias inspiradoras! Hoje pela manhã, sexta-feira, dia 5 de abril foi aberta oficialmente a 10ª edição da Arnold Sports South America, com um “boas-vindas” especialíssimo de Ana Paula Leal, CEO na Arnold Sports South America e CEO na Savaget Promoções, organizadora do evento. “Em 2013, fizemos a 1ª edição do evento, no Rio de Janeiro, em uma versão bem menor. Este ano, esperamos por mais de 90 mil pessoas – entre conferencistas, expositores, palestrantes, profissionais de diversos setores e visitantes. Há uma década, fomos inspirados pelo próprio Arnold, que nos disse que este… Leia mais Três Encontros ACAD em abril: Piauí, Paraná e Santa Catarina O mês de abril está recheado de encontros regionais da ACAD Brasil. Palestras sobre gestão, panorama setorial, dicas com especialistas do fitness, bate-papo sobre oportunidades e desafios do mercado e, é claro, o já tradicional networking entre gestores e profissionais de academias fazem parte da programação! As inscrições já estão abertas. Não perca tempo, clique no link da sua região e garanta sua vaga. Leia mais Interação entre profissionais da Saúde faz toda a diferença na reabilitação dos pacientes Ricardo Souza é formado em Educação Física pela UFPR, com mestrado e doutorado em biomecânica pela mesma instituição. É autor de diversos livros e artigos publicados em veículos nacionais e internacionais na área do exercício e saúde. Há quase 20 anos, ministra as disciplinas de fisiologia do exercício e biomecânica em cursos de graduação e pós-graduação de Educação Física, Fisioterapia e Nutrição. Como consultor em fitness, atua no Brasil e na Europa desenvolvendo metodologias exclusivas para academias, com mais de 40 projetos entregues e mais de 1.000 profissionais capacitados. Também é… Leia mais Uma equipe feliz pode trazer mais resultados para negócios de academias De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, um trabalhador feliz é 31% mais produtivo, três vezes mais criativo e pode vender 37% a mais em comparação aos demais. Outro estudo realizado pelo Instituto Gallup mostrou que além de melhorar o clima organizacional da empresa e proporcionar resultados positivos, empresas com funcionários satisfeitos tem 50% menos acidentes de trabalho. Muitos colaboradores acabam passando mais tempo em seus empregos do que em casa. Dessa maneira, a saúde mental acaba sendo mais afetada pelas suas vivências no trabalho. Com academias é… Leia mais Treino de força + aeróbico: combinação pode reduzir em 30% o risco de morrer Estudo americano avaliou dados sobre a prática de exercícios de mais de 115 mil idosos e confirmou que o treinamento de força deve ser feito pelo menos duas vezes na semana. Não há dúvida de que a prática regular de exercícios físicos é essencial para a saúde, para a qualidade de vida e para a longevidade. Um novo estudo, publicado no Jama Network Open, aponta que adicionar o treinamento de força ao exercício aeróbico pode ser a chave para viver mais e melhor – juntar as duas modalidades de treino pode… Leia mais

Treino de força + aeróbico: combinação pode reduzir em 30% o risco de morrer

    Estudo americano avaliou dados sobre a prática de exercícios de mais de 115 mil idosos e confirmou que o treinamento de força deve ser feito pelo menos duas vezes na semana. Não há dúvida de que a prática regular de exercícios físicos é essencial para a saúde, para a qualidade de vida e para a longevidade. Um novo estudo, publicado no Jama Network Open, aponta que adicionar o treinamento de força ao exercício aeróbico pode ser a chave para viver mais e melhor – juntar as duas modalidades de treino pode reduzir em 30% o risco de morrer por todas as causas. E o treinamento de força não se resume apenas à prática da musculação. Ele inclui várias outras atividades, como usar o peso do próprio corpo para se exercitar, fazer pilates, entre outros. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores avaliaram a atividade física relatada por mais de 115 mil pessoas, com 65 anos ou mais, durante quase oito anos. Todos participavam da Pesquisa Nacional de Entrevistas em Saúde nos Estados Unidos. Os pesquisadores cruzaram os relatos sobre a prática de exercícios com a mortalidade. Após analisar os dados, eles concluíram que as pessoas que faziam pelo menos duas sessões de treinamento de força por semana, associadas a uma atividade aeróbica moderada a vigorosa, tinham 30% menos risco de morrer em comparação com aquelas que não faziam nenhum treinamento de força. Para determinar as taxas de risco de morte por todas as causas, os pesquisadores ajustaram os dados para vários fatores, incluindo sexo, idade, raça e etnia, educação, Índice de Massa Corporal (IMC), tabagismo e consumo de álcool, além da presença de hipertensão, doença cardíaca, Acidente Vascular Cerebral (AVC), diabetes, câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica e asma. “Esses resultados corroboram dados que já são bem conhecidos. Nós devemos fazer atividades físicas na maioria dos dias da semana, de intensidade cardiorrespiratória moderada a vigorosa, e associar pelo menos duas vezes o treinamento muscular de força para vivermos mais e melhor”, diz o educador físico Everton Crivoi, doutor em ciências do esporte e responsável pela preparação física no Espaço Einstein Esporte e Reabilitação, do Hospital Israelita Albert Einstein. De acordo com Crivoi, para os idosos em especial, esses treinamentos de força são essenciais para a prevenção de quedas e a manutenção da funcionalidade. Isso porque o envelhecimento naturalmente promove a perda de duas das principais capacidades físicas: a cardiorrespiratória (que é a capacidade de o coração transportar o oxigênio e ele ser bem utilizado pelos músculos) e a capacidade do músculo de produzir força. “À medida que a pessoa vai envelhecendo, toda atividade que faz ao longo do dia a dia vai se tornando mais difícil por causa da diminuição da força muscular. Se ela fizer somente exercícios aeróbicos, como caminhada ou corrida, por exemplo, isso não será suficiente para preservar a força muscular. E sem força ela passa a ter dificuldade para caminhar, subir uma escada, enfrentar uma ladeira. Qualquer atividade que a gente faz exige força”, explica o especialista.   A força é a base de tudo Segundo Crivoi, a força é a base para que uma pessoa consiga fazer qualquer ação cotidiana porque ela exerce funções nos diferentes tipos de atividade que fazemos. “Eu preciso de força para fazer um agachamento para pegar uma sacola de compras. Preciso de força para levantá-la. Por isso é tão importante manter a força muscular”, exemplifica. Na prática, diz o especialista, o estudo fortalece a importância do incentivo para que as pessoas adicionem exercícios de força na sua rotina. E não é preciso se prender exclusivamente aos treinos de musculação. “A musculação é o exercício de força mais conhecido, mas não precisa ser só isso. Existem diferentes métodos e meios para trabalharmos força, entre eles o pilates, treinos com elástico, treinamento funcional, treino com o próprio peso corporal. Vá pelo menos duas vezes por semana fazer uma atividade física relacionada à força muscular. Pode escolher o que quiser, mas escolha uma forma de aumentar a sua força muscular”, completou.   Fonte: Agência Einstein

Uma equipe feliz pode trazer mais resultados para negócios de academias

    De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, um trabalhador feliz é 31% mais produtivo, três vezes mais criativo e pode vender 37% a mais em comparação aos demais. Outro estudo realizado pelo Instituto Gallup mostrou que além de melhorar o clima organizacional da empresa e proporcionar resultados positivos, empresas com funcionários satisfeitos tem 50% menos acidentes de trabalho. Muitos colaboradores acabam passando mais tempo em seus empregos do que em casa. Dessa maneira, a saúde mental acaba sendo mais afetada pelas suas vivências no trabalho. Com academias é a mesma coisa, sem falar que a saúde mental de uma equipe pode impactar diretamente na produtividade. Assim, investir na felicidade dentro da sua academia pode torná-la mais lucrativa e melhorar a qualidade de vida de seus colaboradores. Um dos pontos de partida para criar um ambiente favorável à essa tal felicidade é fazer com que cada pessoa da equipe se identifique com o propósito da academia e se sinta parte dela, para que o dia a dia de trabalho seja mais agradável e menos estressante. Se o propósito maior de um negócio de academia é cuidar das pessoas, nada mais alinhado a este propósito do que cuidar muito bem da equipe, para que o bem-estar e a saúde mental tenham um efeito cascata nestes ambientes. Mas como fazer da academia um ambiente saudável, acolhedor e preocupado também com a saúde mental dos seus colaboradores?   1. Promova a comunicação interna  Crie materiais referentes à saúde mental, além de ações como palestras, treinamentos e eventos. Conte com profissionais capacitados para suas atividades, como psicólogos, psiquiatras e terapeutas, para auxiliar nesta comunicação. Os colaboradores valorizam uma academia na qual podem compartilhar suas preocupações e buscar suporte em momentos de dificuldades emocionais. 2. Tenha um canal de comunicação sobre saúde mental Falar sobre questões referentes à saúde mental ainda pode ser desagradável para muitas pessoas. Por isso, tente investir em um canal de comunicação em que seus colaboradores se sintam à vontade para falar sobre seus problemas emocionais. Certifique-se de transmitir à sua equipe a confiança de que este canal é seguro e está disponível para oferecer apoio, seja por e-mail, mensagem ou telefonema.   3. Ofereça benefícios corporativos direcionados à saúde mental  Sua academia pode contribuir para o bem-estar de seus colaboradores oferecendo benefícios corporativos, como serviços de psicoterapia incluídos no plano de saúde. Além disso, pode promover cursos de capacitação, programas de bem-estar, como aulas de yoga, meditação ou práticas de mindfulness. Esses programas podem ser presenciais ou online, para se adequar às necessidades e preferências dos seus colaboradores.   4. Cuide do clima organizacional Um ambiente de trabalho agradável, com boas relações entre todos os colaboradores e gestores, traz inúmeros benefícios para a saúde mental de todos. Um deles é que os colaboradores se sentem mais valorizados e motivados. Além disso, reconheça o trabalho dos seus funcionários. Celebre conquistas, promova programas de incentivo e recompense o bom desempenho. Demonstre que o trabalho deles é fundamental para o sucesso da sua academia.   5. Motive seus colaboradores com feedbacks positivos Outra ferramenta importante para melhorar a saúde mental na sua academia são os feedbacks positivos. Eles irão orientar os colaboradores em que estão acertando, ou como podem melhorar, sentindo-se mais confiantes e motivados. Os feedbacks positivos também são essenciais, pois impulsionam não só os resultados da empresa, mas também reduzem a ansiedade e aumentam o controle dos profissionais sobre seu trabalho. 6. Invista na decoração Investir em uma decoração temática pode ser útil para que as pessoas entendam a importância da ação sobre saúde mental. Cores suaves, iluminação adequada, música agradável e uma decoração acolhedora podem ajudar a criar um ambiente ainda mais relaxante. Além disso, você pode mostrar que sua academia está participando de uma grande campanha sobre saúde mental. Nesse cenário, o “Janeiro Branco” é uma campanha que pode ser trabalhada no ambiente profissional, propondo reflexões sobre a importância de se cuidar da mente.   7. Compartilhe experiências sobre saúde mental Promova eventos com especialistas em saúde mental. Procure compartilhar informações importantes sobre como cuidar da saúde mental, lidar com o estresse, ansiedade, depressão e outros problemas emocionais. Encoraje os participantes a compartilharem suas próprias vivências, criando um espaço acolhedor e de apoio mútuo. 8. Promova momentos de descontração Os programas de saúde mental e bem-estar precisam ter um pouco de diversão no dia a dia da sua equipe. Isso pode ajudar a aliviar o estresse e mudar um pouco a rotina cansativa do trabalho. Você pode distribuir ingressos para eventos culturais, promover aulas de dança, jogos em grupos e outras vantagens que gerem momentos de descontração entre seus colaboradores. Ao promover essa união entre a sua equipe, você construirá um ambiente de trabalho produtivo e feliz, o que diminuirá a rotatividade de funcionários.  

Interação entre profissionais da Saúde faz toda a diferença na reabilitação dos pacientes

    Ricardo Souza é formado em Educação Física pela UFPR, com mestrado e doutorado em biomecânica pela mesma instituição. É autor de diversos livros e artigos publicados em veículos nacionais e internacionais na área do exercício e saúde. Há quase 20 anos, ministra as disciplinas de fisiologia do exercício e biomecânica em cursos de graduação e pós-graduação de Educação Física, Fisioterapia e Nutrição. Como consultor em fitness, atua no Brasil e na Europa desenvolvendo metodologias exclusivas para academias, com mais de 40 projetos entregues e mais de 1.000 profissionais capacitados. Também é sócio proprietário da Marble Pro Studio, espaço de treinamento personalizado. É atleta máster de basquete (categoria +45 anos) e trabalhou de 2018 a 2022 como preparador físico e fisiologista da equipe do Curitiba Monsters, auxiliando nos campeonatos nacionais da LDB e CBB. Você pode contar sobre sua experiência pessoal, que ratifica a importância do Profissional de Educação Física na prevenção e na recuperação de lesões? Eu rompi o ligamento cruzado anterior do joelho direito quando, depois de quase um ano parado, resolvi disputar uma partida de basquete. Na época, a pandemia da covid 19 ainda não tinha terminado e muitas atividades em ambientes públicos de Curitiba, inclusive hospitais, ainda sofriam diversos tipos de restrição. A cirurgia de reconstrução, sempre indicada em lesões dessa gravidade, não poderia ser realizada naquele momento. E foi agendada para 40 dias depois. Eu já sabia que seria necessário desenvolver uma estratégia de recuperação para o período de convalescença, com a participação de diferentes especialistas. Mas, naquela situação em particular, precisava mais do que isso. Eu precisava chegar à mesa de cirurgia nas melhores condições físicas possíveis. Por sorte, sou casado com a fisioterapeuta Tassy Souza. Nós optamos por envolver no processo de restabelecimento o médico ortopedista, Jonathan Vidal, que já acompanhava o quadro e foi o responsável pelos procedimentos especializados. Literalmente formamos um grupo de trabalho, no qual discutíamos e decidíamos em conjunto a tomada de cada ação destinada a promover a minha recuperação. Conversando com o meu médico, fiquei sabendo que, provavelmente, as maiores consequências no pós-cirúrgicas seriam a perda da força e a redução da função muscular. Percebi, então, que seriam esses dois fatores que eu teria que trabalhar durante os 40 dias que antecediam a cirurgia. Tentei treinar batendo todos os meus recordes de levantamento de peso, sabendo a razão da escolha desse exercício, que podia ser executado sem limitações apesar do ligamento cruzado do joelho rompido. E como você chegou para realizar a cirurgia? Nós programamos vários exercícios, feitos quase diariamente, com o objetivo de aumentar a força muscular. Não havia preocupação estética, até porque eu iria mesmo perder massa muscular. O que mais iria impactar na minha vida, ou seja, em minhas funções após a cirurgia, seria a falta de força. E funcionou muito bem. Eu cheguei ao dia da cirurgia muito forte, muito preparado, o procedimento ocorreu do jeito esperado, e não precisei sequer de muletas para sair do hospital. Fiz a cirurgia, passei um dia internado e, quando me deram alta, minha esposa veio me buscar. Me levantei sozinho da cama, troquei de roupa e saí andando – mesmo que meus passos parecessem os de um pinguim. Andei até o carro sozinho e pude constatar que estava numa condição física muito boa para quem passou por uma cirurgia daquela gravidade. Você acha que o trabalho interativo entre profissional de Educação Física, fisioterapeuta e médico fez a diferença? Sem dúvida. Depois do pós-cirúrgico, a presença da minha esposa no momento da recuperação foi muito importante. Tive um atendimento que poucos atletas de elite têm: um fisioterapeuta 24 horas por dia. Ela ficava ao meu lado, apontando o que precisava ser feito, principalmente na manipulação e em exercícios mais passivos de recuperação de mobilidade, além da drenagem, que eu fazia duas ou três vezes por dia e que ajudou muito na redução do edema. Diariamente, eu mandava fotos para o meu médico, estabelecendo até uma relação de amizade. Até hoje a gente vive trocando ideias e figurinhas, e isso é uma coisa muito importante. O profissional de Educação Física precisa começar a entender o valor que possui para os outros profissionais da área da saúde. Quando surgia alguma dúvida, eu consultava para o meu médico. Quando ele tinha alguma dúvida relacionada a algum paciente, perguntava para mim. Nós trocamos informações diferentes, porque nós exercemos funções distintas e temos diferentes habilidades. Dessa forma conseguimos contribuir um com o outro. Durante o processo de recuperação a troca de ideias foi constante. Eu falava das minhas evoluções, ele avaliava e aprovava. O tempo todo a gente decidia as coisas em grupo. Não foi, como a maioria acredita, de ações interdependentes: médico faz a parte dele, quando o médico termina entra o fisioterapeuta, quando o fisioterapeuta sai começa o trabalho do profissional da Educação Física. Não, muito ao contrário: precisa ser todo mundo junto, o tempo todo. Mesmo você sendo praticante de esportes e profissional da área, não foi arriscado “forçar” tanto antes da cirurgia? Reconheço que foi um pouco mais ousado do que meu médico gostaria, mas era um risco calculado. Eu estava consciente. Ele concordava e explicava os riscos dos exercícios que eu queria tentar. E ele me dava certa autonomia, até porque o profissional mais preparado para decidir que movimentos fazer era eu. A recuperação evoluiu muito rapidamente. Com 21 dias, eu já estava agachando com mais de 50% do peso que normalmente eu aguentava. Fazia agachamentos parciais, porque era uma recomendação do meu ortopedista, mas com uma carga relativamente elevada. Com 30 dias eu já estava correndo, sem grandes mudanças de direção e, obviamente, dentro das minhas limitações. O prognóstico do prazo para liberação de pacientes de cirurgias como a que eu sofri é de nove meses a um ano. Com sete meses, voltei ao consultório e refiz um teste de dinamometria isocinética. Ou seja, após apenas sete meses, o médico me liberou para voltar a fazer tudo que fazia antes. Minha condição já era melhor

Três Encontros ACAD em abril: Piauí, Paraná e Santa Catarina

    O mês de abril está recheado de encontros regionais da ACAD Brasil. Palestras sobre gestão, panorama setorial, dicas com especialistas do fitness, bate-papo sobre oportunidades e desafios do mercado e, é claro, o já tradicional networking entre gestores e profissionais de academias fazem parte da programação!    As inscrições já estão abertas. Não perca tempo, clique no link da sua região e garanta sua vaga.   20/4: Piauí – 1º Encontro CREF15-PI e ACAD: Conexão com gestores   24/4: Curitiba – Encontro ACAD Brasil e CREF9-PR   25/4: Balneário Camboriú – Encontro ACAD Brasil e CREF3-SC    

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